27.5.05

Ufa...

Trânsito infernal, desencontros, chuva forte e a falta de dinheiro no bolso fez com que na quarta, véspera de feriado, dia de São Paulo X Palmeiras, lá pelas 20:00, eu estivesse em um Pão de Açúcar em busca de um Banco 24 Horas.

Encontrei-o, saquei uma grana e quando me dei conta, estava entre gôndolas e carrinhos. O trânsito nos colocava a mais de meia hora do Morumbi e eu sabia que não havia mais tempo a perder.

Quando o encontrei o freezer, senti um frio na barriga, uma emoção diferente. Foi como se algo acontecesse dentro de mim, negando minha prórpia existência.

Aturdido, cambaleei buscando apoio em minhas próprias convicções. A promessa havia sido cumprida sem que em qualquer momento eu esmorecesse. Jamais cedi à tentação e não fugi de meu compromisso, honrando-o sem questionamentos. Mais que uma promessa, tudo parecia um juramento de sangue.

Por que aquilo, então? Por que? Por que, porra!?

Virei-me para os lados ainda sem saber o que fazer. Levei as mãos à cabeça, deixando cair meu boné no chão. Foi ali, abaixado e meio tonto, que vi um crachá vindo em minha direção. Ele trazia um nome, Wagner creio eu. Num esforço, consegui chegar até ele, encarando-o transtornado. Com raiva, fiz o questionamento fatal:

-Gelada, só tem Kaiser?

Ele apontou um outro freezer a alguns passos dali. A esperança encharcava minha alma quando enfim pude sorrir tranquilo.

Comprei 4 long necks Miller, uma pra cada um dos tricolores do carro. A minha, após poucos segundos, estava absolutamente seca.

-Ah!

25.5.05

No Rolete

Chuva, trânsito infernal, buzinas e chingamentos no atacado. E o que posso dizer?

Que se dane!

Hoje é dia de São Paulo e Palmeiras, no majestoso Cícero Pompeu de Toledo. É dia de futebol, é dia de alegria, é dia fúria, paixão e, faça chuva ou lua cheia, é dia de ópio na veia!

Mais uma quarta de Libertadores, um dia especial para se apreciar um bom leitão à pururuca acompanhado de torresminho.

E o que é melhor: com cerveja.

Saúde tricolor!

24.5.05

Véspera.

Ontem, numa festinha de um apartamento de uma amiga, ateliê de outra, via 98% da festa alucinada com copos de todos os estilos na mão. Assistindo a uma euforia etílica coletiva, eu pensava meio de canto:

-Amanhã, deu meia-noite, eu abro uma gelada.

Não sei bem o que e ocorre agora, mas me sinto estranho. Talvez o dia estafante e um pouco problemático ou o tempo fechado que revela o péssimo humor de Pedrão. deve estar rolando a maior treta lá no Céu...

O fato é que quando decidi dar um tempo nas biritas, pintava o dia de hoje com uma animação infantil, em telas semelhantes as da minha amiga do ateliê. Imaginava-me numa expectativa de véspera de Natal, revirando-me na cama a espera do Papai Noel e seu saco bombado de presentes. Mas agora, neste instante, sou um adulto com a conta do condomínio na mão.

Às favas as metáforas! A verdade é que não estou com sede.

20.5.05

Bonito papinho, Geraldinho

Ontem, quando cheguei em casa cansado de não beber, havia algumas correspondências jogados sob o batente da porta. Propostas para eu assinar tal e tal revistas, cursos de MBA, uma nova pizzaria no bairro, outra lavanderia na rua de baixo e alguém no prédio que dava aulas de inglês, vendia seu serviço num folheto tosco criado em Corel Draw.

Quantas oportunidades.

E de repente, entre um folhetão das Casas Bahia e um jornalzinho da paróquia de S. Judas, não pude evitar o riso. Encontrei uma multa. O riso passou de cômico ao raivoso quando pensei que as autoridades foram incapazes de achar meu carro, roubado em plena Vila Mariana, ao, lado do metrô. Aliás, de uma incapacidade suspeita pois, o roubo ocorreu as 21:30 e, no máximo, um minuto depois do ocorrido, eles estavam avisados. Mas ainda assim, mesmo sabendo do delito e em meio uma região bastante patrulhada, os bandidos conseguiram ser mais ágeis. Encontrar a Jabiraca, a polícia não encontrou mas me mandar uma multa, mandou.

Quanta eficiência.

E depois sou obrigado a ver a cara de pastel do governador vir a TV dizer que em sua administração o Estado está mais seguro.

Quanta cara de pau, hein Geraldinho?

18.5.05

Choque Rei

De manhã, a caminho do ponto de ônibus, cruzei um palmeirense verde da cabeça aos pés. Olhei para aquela vagem ambulante e pensei que, possivelmente, ele trajasse sua roupa de sorte.

Hoje no Parque Antártica, mais uma vez São Paulo e Palmeiras se enfrentarão pela Taça Libertadores da América. Desde a que acordei, muito antes de trombar o palmeirense trajando sua vã esperança, já pensava no jogo. Aguardo, nesse instante, a chegada de outros irmãos tricolores ao meu humilde lar para acompanhar a peleja fatal.

A vitória tricolor està a caminho e creio que a porcada vai precisar de muita sorte para não sair de seu estádio em prantos. Será um senhor jogo!

A água já está gelando desde ontem.

17.5.05

Sem nick

Tenho uma querida amiga que está de férias na Europa. Chique né? Pois eu pensaria a mesma coisa se não conhecesse a figura que deve estar apavorando os gringos do velho mundo. Ela está na casa de outro querido amigo que mora na Cidade Luz há algum tempo.

Com saudades, entro no MSN e dou de cara o nick MUITO VINHO EM PARIS.

Suspiro longa e profundamente, pego minha garrafinha d’água e volto para bater mais alguns títulos, logo depois de me jogar no Offline.

16.5.05

Datas queridas.

Sexta foi aniversário de minha avó, festa da Paula. Uma soneca descuidada me fez perder a hora da balada e, se deixei de curtir a festa, também não sofri por força da abstinência.

Sábado foi aniversário da Paula e churrasco de minha avó, em Lins. Enfrentei 7 horas de busão para encontrar toda minha família e lá, num misto de estranheza, orgulho e decepção de todos, enfrentei picanhas e linguiças com vinagrete na base da água (desta vez, sem gás, sem gelo e sem limão).

Hoje é aniversário do Maurício e rolou um almoço no Varandinha, um restaurante de excelente comida e ambiente propício para um bom chope – não foi por acaso que o figurão optou por tal estabelecimento para almoçar no dia em que completa mais um ano de vida. Dá-lhe água com gás, gelo e limão.

Agora, Aryzão, um amigo das antigas que vive em Curitiba, está de passagem por Sampa e vai dormir em casa. Este amigo, como 99% deles, é chegado numa birita. O cara me liga há pouco e pergunta se pode dormir em casa.

Diante minha entusiasmada afirmativa, ele é de um óbvio ululante:

-Eu levo a cerva.

Eu acho que a maioria dos meus amigos não lêem este blog. Ouisso, ou simplesmente não me levam a sério.